• Kátia Boroni

Rodney Stotts: Um recomeço graças à falcoaria

Atualizado: Out 21





Muitos dizem que os animais precisam de nós, mas a verdade é totalmente o inverso, somos nós que precisamos dos animais. Os animais tem a capacidade de despertar dentro de nós o nosso melhor, de tocar no fundo de nossos corações e muitas vezes resgatar a nossa humanidade que vinha se perdendo e sendo corrompida por inúmeros motivos. Os animais nos ajudam, nos resgatam, nos elevam, basta apenas dar uma oportunidade a eles, e permitamos assim que eles transformem nossas vidas para sempre.

Rodney Stotts é um dos maiores exemplos de superação que temos nos dias atuais. Um americano negro, de Washington DC, um traficante de drogas que convivia com a morte e o assassinato de seus amigos e familiares diariamente, poderia ser considerado um caso perdido pela maioria. Mas a vida o deu uma oportunidade única, de trabalhar com as aves de rapina e assim ao ajuda-las na sua preservação, salvar a si mesmo. E ao entrar na Falcoaria a sua transformação se deu por completo, e é uma prova de como esta arte é uma forma de reconectar o ser humano à natureza, a sua preservação, e a de dar ao homem um novo futuro.


Rodney se voluntariou em um pequeno projeto chamado “Earth Conservation Corps”. Primeiramente ele e mais oito eram responsáveis por limpar o lixo de Lower Beaverdam Creek, às margens do rio Anacostia, um dos mais poluídos dos EUA. Ao perceber o renascimento do rio, os animais começaram a chamar a sua atenção como as garças, os herons, águias pescadoras (Pandion haliaetus ) e castores. Nem todos os seus companheiros de trabalho sobreviveram as ruas, a batalha para se afastarem das drogas e do crime era diária.

E então ele teve o seu primeiro contato com as aves de rapina, ao trabalhar na reintrodução de águias carecas à cidade de Washington. Neste momento percebeu como a realidade das aves de rapina e à sua tinham pontos em comum:

"Eu comecei na falcoaria trabalhando com um projeto de educação ambiental sem fins lucrativos, com aves sem possibilidade de retorno à natureza. Eu descobri que a maioria das aves juvenis não chega à idade adulta, exatamente como nós (pessoas negras).”

Mas não foram as poderosas águias carecas que atingiram o seu coração e o mudaram para sempre, foi uma coruja chamada Mr. Hoots que o tocou profundamente e a responsável por hoje ele ser o primeiro falcoeiro negro nos Estados Unidos.


“Eu estava lá, este pequeno cara negro do gueto, com uma coruja bufo real (bubo bubo) no meu braço – a qual era como um cachorro para mim, de tão grande que esta ave era. Foi todo o tipo de emoção que você possa possivelmente pensar. E quando eu tirei a coruja da luva, eu me senti vazio.”

Decidido a se tornar um falcoeiro, Rodney começou a buscar ajuda para realizar este novo sonho em sua vida. Mas a falcoaria não é uma arte conhecida e nem acessível para pessoas como ele:

“Na sociedade moderna, os afro Americanos não sabem o que é a falcoaria ou o que é ser um falcoeiro, porque é algo que não é exposto para uma pessoa de cor.”

E devido a este preconceito não foi fácil achar um falcoeiro experiente disposto a ajuda-lo:

"Sim, eu enfrentei alguns problemas quando eu comecei porque ninguém parecia querer ser o tutor de um cara negro e eles não queriam dividir o conhecimento do esporte. Quando eu decidi que queria me tornar um falcoeiro, eu liguei para saber como conseguir um tutor, o cara me disse: 'Mas você é negro'. E eu disse: 'Sim. Ele disse: "As pessoas negras não voam pássaros - vocês as comem. Estes são falcões, você sabe, eles não são galinhas.’ "

Porém os obstáculos não o impediram de prosseguir, e de conseguir passar por todo o processo da legislação americana para se tornar um falcoeiro. Em breve ele será qualificado como Mestre Falcoeiro, o maior nível no esporte.

A luta para se tornar um falcoeiro veio da sua fascinação pela arte, de como ela o emociona:

"O que realmente me fascina sobre esta arte antiga é a conexão que você obtém com uma ave de rapina selvagem. A conexão de almas e espíritos."


Sua primeira captura foi marcante, chamada por ele mesmo de um momento mágico:

“A primeira ave de rapina selvagem que eu capturei foi um falcão quiriquiri (falco sparverius). Eu coloquei um pombo com um colete cheio de laços, presos a uma árvore na pista de corrida rosecroft. Voltei ao meu carro para esperar por uma ave de rapina. Depois de uma hora eu voltei para pegar o pombo e o quiriquiri que foi pego no colete. Foi mágico.”

Hoje Rodney trabalha em um projeto chamado “Rodney Raptors”, dedicado especialmente à educação ambiental, além da reabilitação de rapinantes:

“Eu coordeno um programa chamado "Rodneys Raptors" onde eu vou para escolas, igrejas, prisões, aberturas de lojas, centros comunitários etc para educar as pessoas sobre a importância dos rapinantes, não só fisicamente, mas terapeuticamente e emocionalmente. Eu uso aves que não podem ser reintroduzidas na natureza junto com as aves que eu capturo quando eu faço programas educacionais. Aves de rapina que podem ser reintroduzidas depois de terem sofrido lesões também são reabilitadas e soltas. “

E ele destaca a importância da Educação ambiental nos dias de hoje:

"A importância da educação ambiental hoje em dia é crítica. Recentemente nós ajudamos a devolver a águia careca ao capitólio da nação ao fazer limpezas da linha costeira, remoção evasiva, restauração de zonas húmidas e plantio. Com a ajuda de falcoeiros usando suas aves de rapina fora da época de caça, educamos o público do impacto da caça (balas de chumbo), do uso de venenos e da importância da remoção do lixo para evitar o declínio e ou extinção de qualquer espécie.”


Rodney se preocupa com o futuro desta nobre arte que deu novo rumo e perspectiva a sua vida. Ele acredita que o conhecimento precisa ser compartilhado urgentemente, para que assim novos falcoeiros possam surgir em todo o mundo, preservando não só a arte milenar da falcoaria, mas juntamente preservando estes predadores que são essenciais ao equilíbrio ecológico:

"Já que o número de falcoeiros é tão pequeno, a falcoaria e/ ou os falcoeiros se tornarão extintos, se a arte não for corretamente exposta e ensinada hoje."

E ao ser pedido uma mensagem para os aprendizes de falcoaria no Brasil ou em qualquer parte do mundo, Rodney nos dá uma lição de perseverança, de amor às aves, de respeito à arte, e nos dá a certeza de que não importam as dificuldades, a falta de ajuda ou a falta de recursos, quando uma pessoa realmente se apaixona pelos rapinantes e pela falcoaria nada poderá impedi-lo de chegar ao seu objetivo:


"O conselho que eu daria a um falcoeiro iniciante no Brasil ou em qualquer lugar é para não desistir. Você definitivamente vai enfrentar racismo, criticas, etc. No entanto, lembre-se o que ela faz por você e a razão pela qual você se envolveu. Você tem que amá-la e ela vai te amar de volta. "

A história de Rodney é uma lição de vida, dá a quem a conhece esperança em tempos difíceis, onde a ganancia, a corrupção, o ódio e a disputa envenenam a todos nós. Mas com o coração cheio de amor e perseverança, com a ajuda destes anjos alados que nos levam em suas asas como verdadeiros parceiros e amigos, nós conseguiremos superar tudo, e elevar-nos nossa alma.

Obrigada Rodney pelo o que você representa hoje, como ser humano e especialmente como falcoeiro. Que a sua trajetória continue enchendo de orgulho a todos nós, apaixonados por esta arte, e que você voe cada vez mais alto.

Bons Voos,

Kátia Boroni

Como ajudar

E se você gostou da história de Rodney, você pode ajudá-lo:

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Many people say that animals need us, but the truth is totally the contrary: we need them. Animals have the capacity to awaken the best of us, to touch our hearts and many times they recover our humanity that was getting lost due to many reasons. Animals help us, redeemed us, lift us, you just need to give them an opportunity and let them to transform our lives forever.

Rodney Stotts is one of the greatest examples of rebirth that we have today. An Afro-American from Washington DC, a drug dealer who lived with death and the murder of his friends and family every day, could be considered a lost case by most of us. But life gave him a unique opportunity, to work with birds of prey and thus, as he helped them they saved him. And upon entering Falconry his transformation occurred completely, and he is a testimony to how this art is a way to reconnect the human being to nature, to its preservation, and to give man a new future.

Rodney volunteered in a small project called "Earth Conservation Corps." First he and more eight people were responsible for cleaning the garbage of Lower Beaverdam Creek, on the river Anacostia, one of the most polluted river in the US. With the revival of the river, the animals began to draw his attention, like the egrets, the herons, ospreys and beavers. Not all his fellow workers survived the streets, the battle to stay away from drugs and crime was daily.

And then he had his first contact with the birds of prey, while working in the reintroduction of bald eagles to the city of Washington. At this time he noticed that the reality of raptors and his reality had something in common:

"I got started in falconry from working with a non profit doing raptor education with non releasable birds. I found out that a great majority of juvenile birds do not reach adulthood. Just like us (black people)”

But the responsible for changing him forever were not the powerful bald eagles but an owl named Mr. Hoots that deeply touched him, and it was the responsible for him to become the first afro-american falconer in the United States.

“I’m standing there, this little black guy from the ghetto, with a Eurasian Eagle Owl on my arm—which was like a dog to me, big as this bird was. It was every range of emotion you can possibly think about. And when I put [the owl] down, I felt empty.”

After deciding to become a falconer, Rodney began to seek help to accomplish this new dream in his life. But falconry is not a known art and is not accessible for people like him:

“In the modern society, african americans do not know what falconry or a falconer is because it’s something that is not exposed to people of color.”

And because of this prejudice it wasn´t easy to find an experienced falconer willing to help him:

“Yes , I faced a few problems when I started because know one seemed to want to sponsor a black guy and the knowledge of the sport they did not want to share. “When I decided I wanted to become a falconer, I called to find out about getting a sponsor, and the guy said to me, ‘But you’re black.’ And I said, Yeah. He said, ‘Black people don’t fly birds—y’all eat them. These are hawks, you know, they ain’t chickens.’ ”

But the obstacles did not stop him to continue, and to get through the whole process of the US law to become a falconer. Soon he will be qualified as a Master Falconer, the highest level in the sport.

The fight to become a falconer came from his fascination with the art, and the way it touches him:

“What truly fascinates me about this ancient art is the connection you get with this wild bird of prey. The connecting of souls and spirits.”

His first catch was remarkable, called by himself as a magic moment:

“The first wild raptor that I trapped was a north american kestrel. I placed a pigeon with a vest with hoops attached to a tree at rosecroft race track. I went back to my car to wait on a raptor. After an hour, I went back to get the pigeon and the kestrel was caught on the vest. It was magical.”

Today Rodney works on a project called "Rodney Raptors", specially dedicated to environmental education, as well as raptors’ rehabilitation:

"I run a program called “Rodneys Raptors” where I go to schools, churches, prisons, store openings, community centers etc. to educate people of the importance of the raptors, not only physically, therapeutically and emotionally. I use non releasable with the raptors that I trap when doing educational programs. Raptors that can be released after an injury are also rehabbed and released."

And he highlights the importance of environmental education today:

“The importance of environmental education nowadays is critical. Just recently we helped return the bald eagle to the nations capitol from doing shoreline clean ups, evassive removal, wetland restoration and planting. With the help of falconers using their raptors during the down season to educate the public of the importance in hunting (led pellets),trash removal, and poisons to prevent the decline and or extinction of any species.”

Rodney cares about the future of this noble art that gave new direction and perspective to his life. He believes that knowledge needs to be shared urgently, so that new falconers may arise in the world, preserving not only the ancient art of falconry, but along preserving these raptors that are essential to the ecological balance:

“Because the number of falconers are so few, falconry and/or falconers will become extinct if not properly exposed and taught today.”

And when asked for leaving a message to falconry apprentices in Brazil or anywhere in the world, Rodney gives us a lesson of perseverance, love for the birds, respect for art, and gives us the assurance that no matter what the difficulties are, the lack of help or lack of resources, when a person really falls in love by the birds of prey and by falconry nothing can stop him/her from reaching his/her goal:

“The advice I would give to a beginner falconer in Brazil or anywhere for that matter is to not give up. You definately are going to face the cism’s: racism, criticism etc. However, remember what it does for you and the reason you got involved. You have to love it and it will love you right back.”

Rodney's story is a life lesson, it gives to those who know it hope in difficult times where greed, corruption, hatred and dispute poison us all. But with a heart full of love and perseverance, with the help of these winged angels that lead us on their wings as true partners and friends, we'll get through everything, and rise our soul.

Thank you Rodney for what you represent today as a human being, and especially as a falconer. That your trajectory continues filling with pride all of us that love this art, and that you fly higher and higher.

Good flights,

Kátia Boroni

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Muchos dicen que los animales nos necesitan, pero la verdad es todo lo contrario, somos nosotros los que necesitamos de los animales. Los animales tienen la capacidad de despertar en nosotros todo nuestro mejor, tocan el fondo de nuestros corazones y a menudo redimen nuestra humanidad que se había ido perdiendo y siendo corrompida por muchas razones. Los animales nos ayudan, nos rescatan, nos elevan, sólo tenemos que darles una oportunidad, y permitamos así que ellos transformen nuestras vidas para siempre.

Rodney Stotts es uno de los mayores ejemplos de superación que tenemos hoy en día. Un afroamericano de Washington DC, traficante de drogas que convivía con la muerte y el asesinato de sus amigos y familia todos los días, podría ser considerado un caso perdido por la mayoría. Pero la vida le dio una oportunidad única para trabajar con aves de presa y así al ayudarles en su conservación, ayudar a sí mismo. Y al entrar en la cetrería su transformación se produjo por completo, y es un testimonio de cómo este arte es una manera de volver a conectar el ser humano con la naturaleza, su conservación, y para dar al hombre un nuevo futuro.

Rodney empezó a trabajar como voluntario en un pequeño proyecto llamado “Earth Conservation Corps”. Primero él y ocho fueron los responsables de la limpieza de la basura en Lower Beaverdam Creek, a las márgenes del río Anacostia, una de los más contaminados de Estados Unidos. Al darse cuenta de la reactivación del río, los animales comenzaron a llamar su atención como las garcetas, garzas, águilas pescadoras (Osprey) y castores. No todos sus compañeros de trabajo sobrevivieron a las calles, la batalla para mantenerse alejado de las drogas y del crimen era diaria.

Y entonces tuvo su primer contacto con las aves de presa, mientras trabajaba en la reintroducción de águilas calvas en la ciudad de Washington. En este momento percibió como la realidad de las aves rapaces y la suya tenía puntos en común:

"Empecé en la cetrería trabajando en un proyecto sin fines de lucro de educación ambiental con aves sin posibilidad de retorno a la naturaleza. Yo descubrí que la mayoría de las aves jóvenes no llegan a la edad adulta, al igual que nosotros (los negros)."

Pero no fueran las poderosas águilas calvas que alcanzaron su corazón y lo cambiaran para siempre, fue un búho llamado Sr. Hoots que lo tocó profundamente y fue el responsable de que hoy él sea el primer cetrero negro en los Estados Unidos. ​​

"Yo estaba allí, este pequeño hombre negro del gueto con un búho real (Bubo bubo) en el guante - que era como un perro para mí, tan grande que esta ave era. Era todo tipo de emoción que usted podría pensar. Y cuando saqué el guante con el búho, me sentí vacío".

Decidido a convertirse en un cetrero, Rodney comenzó a buscar ayuda para hacer realidad este nuevo sueño en su vida. Pero la cetrería no es una técnica conocida y tampoco es accesible para la gente como él:

"En la sociedad moderna, los afroamericanos no saben lo que es la cetrería o lo que es ser un cetrero, porque es algo que no es expuesto a una persona de color."

Y debido a este prejuicio no fue fácil encontrar un cetrero con experiencia dispuesto a ayudarle:

"Sí, yo enfrenté algunos problemas cuando empecé porque nadie parecía querer ser el maestro de un hombre negro y no querían compartir el conocimiento del deporte. Cuando decidí que quería ser un cetrero, llamé para averiguar cómo conseguir un maestro, y el tipo me dijo, 'Pero eres negro' Y yo contesté, 'Sí’. Él dijo: "los negros no vuelan aves - se las comen ... Estos son halcones, ya sabes, no son pollos.' "

Pero los obstáculos no le impidieron de continuar, y de lograr concluir todo el proceso de la ley estadounidense para convertirse en un cetrero. Pronto será calificado como maestro cetrero, el nivel más alto del deporte.

La lucha para convertirse en un cetrero vino de su fascinación por el arte, de cómo ella le cautiva:

"Lo que realmente me fascina de este antiguo arte es la conexión que se obtiene con un ave de presa salvaje. La conexión de alma y espíritus."

Su primera captura fue notable, llamado por él mismo de un momento mágico:

"La primera ave de presa que he capturado fue un cernícalo americano (Falco sparverius). Yo puse una paloma con un chaleco lleno de aros, atado a un árbol en la pista de carreras de Rosecroft. Regresé a mi coche para esperar por un ave de presa. Después de una hora me fui a recoger la paloma y el cernícalo americano que fue capturado en el chaleco. Fue mágico".

Hoy Rodney trabaja en un proyecto llamado "Rodney Raptors", especialmente dedicado a la educación ambiental, así como a la rehabilitación de rapaces:

"Yo coordino un programa llamado" Rodneys Raptors "donde voy a las escuelas, iglesias, prisiones, en apertura de tiendas, centros comunitarios, etc., para educar a la gente sobre la importancia de las rapaces, no sólo físicamente, sino también emocional y terapéuticamente. Yo uso las aves que no pueden ser reintroducidas en la naturaleza junto con las que capturo, cuando hago programas educativos. Las aves rapaces lesionadas que pueden ser introducidas de nuevo a la naturaleza, después del tratamiento, también son rehabilitadas y liberadas."

Y destaca la importancia de la educación ambiental hoy en día:

"La importancia de la educación ambiental en la actualidad es crítica. Recientemente hemos ayudado a devolver el águila calva a la capital de la nación al hacer la limpieza de la costa, la eliminación evasiva, la restauración de los humedales y la siembra. Con la ayuda de cetreros usando sus aves fuera de la temporada de caza, educamos al público acerca del impacto de la caza (balas de plomo), del uso de venenos y la importancia de la eliminación de desechos para evitar el declive y la extinción de cualquier especie".

Rodney se preocupa por el futuro de este noble arte que dio una nueva dirección y perspectiva a su vida. Él cree que el conocimiento debe ser compartido con urgencia, por lo que así nuevos cetreros puedan surgir en todo el mundo, preservando así no sólo el antiguo arte de la cetrería, pero también a estos depredadores que son esenciales para el equilibrio ecológico:

"Dado que el número de cetreros es tan pequeño, la cetrería y/o los cetreros se extinguirán si el arte no es expuesto adecuadamente y enseñado hoy en día."

Y cuando se le pidió por un mensaje a los aprendices de cetrería en Brasil o en cualquier parte del mundo, Rodney nos da una lección de perseverancia, de amor por las rapaces, de respeto por el arte, y nos da la seguridad de que no importan las dificultades, la falta de ayuda o la falta de recursos, cuando una persona se enamora verdaderamente por las aves de presa y por la cetrería nada puede impedir que lleguen a su objetivo:

"El consejo que daría a un cetrero principiante en Brasil o en cualquier lugar es no darse por vencido. Definitivamente va a enfrentar el racismo, la crítica, etc. Sin embargo, recuerde lo que la cetrería hace por tí y por qué motivo tú has involucrado en ella. Tú tienes que amarla y ella te amará de vuelta".

La historia de Rodney es una lección de vida, da a los que la conocen una esperanza en tiempos difíciles, donde la avaricia, la corrupción, el odio y la controversia envenena a todos. Pero con el corazón lleno de amor y perseverancia, con la ayuda de estos ángeles alados que nos llevan en sus alas como verdaderos socios y amigos, vámonos a superarlo todo, y elevaremos nuestra alma.

Gracias Rodney por lo que representas hoy en día como un ser humano, y especialmente como cetrero. Que tu carrera siga llenando de orgullo a todos nosotros, apasionados por este arte, y que tú vuelas cada vez más alto.

Buenos vuelos,

Kátia Boroni

Como ayudarlo

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Contacto

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