• Kátia Boroni

Alessandro Bijjeni - Papo Vet

Atualizado: 18 de Jun de 2019



Entrevista Alessandro Bijjeni

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Alessandro Bijjeni é médico veterinário em São Paulo e atua exclusivamente com Animais silvestres e exóticos, trabalhando com clínica médica, cirúrgica, assistência a criadouros e Educação Ambiental. Desde criança, sua paixão pelos animais ''diferentes'' era nítida. Durante a graduação, sempre atuou dentro desta área, e segue nela até hoje e espera que infinitamente!


Sua paixão pelos animais e sua vocação surgiu desde que era pequeno, e por isso acredita que parece que seja algo que nasce com a pessoa, pois quando criança já se encantava com todos os tipos de animais, de pequenos insetos até os grandes mamíferos. Sua única dúvida foi escolher entre a biologia e a medicina veterinária, mas a sua paixão pela cura falou mais alto.A escolha pelos animais exóticos e silvestres foi consequência da diferença deles e especialmente pelos seus mistérios que fascinam e superaram seu amor pelos animais convencionais.

Em meados de 2009 Alessandro realizou um sonho antigo, de abrir a sua clínica veterinária chamada Exotic Pets, localizada atualmente na Vila Congonhas, São Paulo. Hoje a clínica trabalha com produtos para animais silvestres e exóticos, assistência a criadouros, cursos e palestras e também Educação Ambiental, mas fato é que sua principal missão e área de atuação é a clínica médica e cirúrgica destes animais.

Alessandro atende em sua clínica a centenas de clientes e os trata com a mesma dedicação, carinho, respeito e profissionalismo. Porém as vezes a responsabilidade parece maior (mas no fundo é a mesma) com alguns de seus pacientes pela pressão psicológica envolvida, já que seus proprietários são pessoas famosas que possuem animais diferentes dos mais habituais, como cães e gatos. Muito discreto ele não cita nomes, porém se diverte às vezes ao tratar um animal e depois descobrir a quem ele pertence.

Ele avalia o mercado de pets exóticos como um mercado que necessita de mais atenção dos órgãos responsáveis, e que vai muito além da "modinha" como muitos dizem:

"Avalio de forma clara e direta ! Um mercado crescendo dia a dia e infelizmente recebendo pouca atenção dos órgãos responsáveis. O mercado de pets exóticos deixou de ser moda há anos e virou realidade não só aqui mas em todo o mundo. Existem trabalhos que mostram que o número de animais silvestres e exóticos nas casas dos brasileiros é gigantesco, batendo de frente com o mercado de cães e gatos. Nos Estados Unidos por exemplo, o número APENAS de répteis já bate o número de cães e gatos juntos nas residências. E ainda temos que ouvir que é modinha (rsrs). Com certeza sou a favor do mercado legal, mas talvez me considerem suspeito para tal questionamento. Sou a favor de um comércio controlado, bem feito, bem projetado e bem executado. Não adianta sair ''liberando tudo'' que teremos mais problemas, mas pra mim, fato é que a solução é criar um sistema controlado. Muita gente leiga diz que animais silvestres não devem ser comercializados, o que nos deixa levemente ''revoltados''. Não vejo diferença entra alguém comprar uma serpente, um lagarto, um jabuti, uma ave, um coelho, um cão ou um gato. Criando bem, que mal tem?E o mais importante. Vale a pena pensar...um animal legalizado a mais, é um animal traficado a menos. Tô errado???"

Alessandro tem uma visão deste mercado de pets exóticos baseada em sua prática como médico veterinário, no contato que ele tem com os proprietários destes animais e por isso mesmo ele nos relata que o perfil destes proprietários é muito variado:

"Qual o perfil dos proprietários de pets exóticos/silvestres? Todos imagináveis !!! Atualmente como trabalho com uma variedade grande de grupos, temos características diferentes. É engraçado, mas cada público possui seu perfil. Os proprietários de coelhos de um jeito, de répteis de outro, de aves outro. Chega a ser divertido e em muitos casos pelo perfil já podemos adivinhar o que tal pessoa possui (rsrs). Com certeza muitos conhecem, mas infelizmente muita gente ainda acaba tendo um animal sem saber ao certo seu correto manejo."

Um apaixonado pela falcoaria, já teve a oportunidade de ter uma ave de rapina no passado, e deseja em um futuro bem próximo adquirir outra. Ele vem acompanhando a evolução desta arte pela mídia e também pelo seu trabalho clínico e contato com proprietários de rapinantes, já que ele é uma referência para os proprietários destas aves em São Paulo e região, e tem uma opinião positiva dela:

"Confesso que sou um apaixonado pela falcoaria. Tenho diversos colegas proprietários e falcoeiros de verdade, e acho um trabalho fantástico. O crescimento é nítido, e com certeza relacionado a possibilidade atual de aquisição legal dos animais. Fato que estamos atrasados por n fatores, mas vejo um belo futuro. "

Quando questionado se a posse de aves de rapina deveria ser restringida apenas à pessoas relacionadas ao controle de fauna com falcoaria, sua opinião é que todos devem ter este direito, contanto que conheçam bem sobre o seu manejo.


"Sinceramente é uma discussão longa e complicada. Muitos fatores devem ser analisados. Mas é como dizer que só pode ter um cão de raça de guarda quem trabalha com isso. Não vejo uma relação direta assim. Pra mim, se o animal receber o que precisa e tiver um bom manejo, pode ser mantido, sendo o proprietário atuante na área ou não. "

Ele é a favor da regularização da caça com aves de rapina em ambiente natural, contanto que seja feita com muito cuidado e com um ótimo sistema de fiscalização. É preciso muito cuidado para que as aves não cacem por exemplo animais ameaçados de extinção, causando assim possíveis problemas. Sobre o controle de fauna utilizando a falcoaria, ele é totalmente a favor e acredita ser uma ótima solução para o problema dos pombos por exemplo.

Considerando a sua larga experiência no tratamento clínico de aves de rapina, ele aponta quais são os principais problemas encontrados nas aves que já foram clinicadas por ele:

"Os principais problemas na clínica estão relacionados a pododermatites e PRINCIPALMENTE (e disparado) problemas nutricionais. Muitos donos sabem manter corretamente sim, mas fato é que sempre existem proprietários que não fazem manejo ideal. Vejo muitos animais com alimentação totalmente inadequada, mas sinceramente, vejo em todos os grupos de animais, longe de ser característico dos proprietários de rapinantes."

Seu conselho aos novos proprietários de aves de rapina é o mesmo dado a todos aqueles que compram um animal exótico/silvestre:

"Sinceramente, é o mesmo conselho que sempre dou a todos os proprietários. É importantíssimo conhecer a espécie, sua biologia e seu comportamento. Confesso que gosto de aconselhar os futuros proprietários, ou seja, antes da aquisição".

As corujas estão se tornando cada vez mais populares como um pet exótico, e os filmes como Harry Potter e a Lenda dos Guardiões seriam grandes responsáveis por esta demanda que não para de crescer:

"Acho as corujas animais sensacionais. Fato é que após filmes como Harry Potter e A lenda dos guardiões, o mercado deu uma ''estourada''. Por um lado é bom, mas tudo que vira ''moda'', pode ser ruim. Sou apaixonado por corujas, acho animais inteligentes e lindos, e considero um bom ''pet''. Não vejo uma diferença entre uma coruja ou qualquer outra ave. Volto a dizer, o animal recebendo o que precisa, sem problemas ser mantido. Hoje é fato, a procura é bem maior que a oferta. "

Infelizmente mais uma vez a alimentação inadequada é a maior vilã das corujas, e ele nos alerta que é facílimo resolver isto, basta criar um sistema alimentar correto.

O outro problema que afeta a todas as aves de rapina é a temida pododermatite, que pode inclusive levar a ave ao óbito se não tratada a tempo. Evitar este problema é possível, e ele comenta sobre esta patologia:


"A pododermatite é uma das patologias mais comuns na clínica de aves de rapina, podendo acometer todos os grupos, mas geralmente costuma ser vista mais em espécies de maior porte. O quadro de pododermatite é caracterizado por um processo inflamatório nos pés, que costuma estar associado a problema bacteriano e/ou fúngico. Podemos dizer que tal problema é comum em cativeiro, não sendo visto com facilidade em animais de natureza. Em cativeiro, é uma doença relacionada a erros de manejo, já em natureza, podem surgir devido a possíveis problemas já existentes. Geralmente, tal patologia costuma estar associada a peso excessivo, poleiros inadequados em formato, tamanho e até revestimento. O tratamento costuma ser um pouco longo e bem chato dependendo do grau das lesões, e recomenda-se atendimento veterinário especializado."

Ao entrevistar Alessandro, fica clara a necessidade do novo proprietário de qualquer animal silvestre ou exótico de estudar antes sobre a espécie, conhecer o seu manejo, a sua correta nutrição e acima de tudo de levá-lo sempre a um veterinário especializado em silvestres. Muito obrigada pela entrevista!

Interview Alessandro Bijjeni

Alessandro Bijjeni is a veterinarian in São Paulo and works exclusively with wild and exotic animals, working with medical clinic, surgeries, assistance to breeding centers and Environmental Education. Since childhood his passion for “different '' animals was clear. During graduation he has always worked in this area, and he continues working this way for ever, he expects!

His passion for animals and his vocation emerged since he was young, therefore he believes that it seems to be something that is born with the person, because since his childhood he was already delighted with all kinds of animals, from small insects to large mammals. His only doubt was to choose between biology and veterinary medicine, but his passion for healing was bigger. His choice for exotic and wild animals was the result of the difference of them and especially for their mysteries that fascinate and overcame his love for conventional animals.


In Mid 2009 Alessandro realized an old dream, opening his veterinary clinic called Exotic Pets, currently located in Vila Congonhas, São Paulo. Today the clinic works with products for wild and exotic animals, assistance to breeding centers, courses and lectures and also environmental education, but its primary mission and area of ​​expertise is in medical and surgical clinic of these animals.

Alessandro attends at his clinic hundreds of customers and treats them with the same dedication, care, respect and professionalism. But sometimes the responsibility seems bigger (but in fact it´s the same) with some of his patients due to a psychological pressure involved, since their owners are famous people who have exotic animals instead of dogs and cats. Very discreet he doesn´t mention names, but have fun sometimes treating an animal and after finding out to whom it belongs.

He evaluates the market of exotic pets as a market that needs more attention from the authorities, and that goes far beyond the "fad" as many say:

"I Evaluate clearly and directly! This market grows day by day and unfortunately receives little attention from the responsible authorities. The exotic pets market has ceased being a fad many years ago, and now it´s a reality not only here but around the world. There are studies that show that the number of wild and exotic animals in the homes of Brazilians is gigantic, competing with the dogs’ and cats’ market. In the US for example, ONLY the number of reptiles already hits the number of dogs and cats together at homes. And we still have to hear that it´s just a fad (lol). Of course I am in favor of the legal market. I am in favor of a controlled trade, well done, well designed and well executed. It´s not a solution to allow everything otherwise we will have more problems, but for me the fact is that the solution is to create a controlled system. Many lay people say that wild animals should not be sold in the market, which makes us slightly' 'disgusted' '. I don´t see difference between someone who buys a snake, a lizard, a turtle, a bird, a rabbit, a dog or a cat. If you treat them right, what´s the problem? And the most important. It´s worth thinking ... one more legalized animal, one less trafficked. Am I wrong ???"

Alessandro has a vision of exotic pets’ market based on his practice as a veterinarian, and the contact he has with the owners of these animals, and therefore he tells us that the profile of these owners varies a lot:

"What is the profile of the owners of exotic / wild pets? All imaginable !!! Currently as I work with a wide range of groups, they have different characteristics. It's funny, but each public has its own profile. Rabbit owners in a way, reptiles’ owners another, birds’ owners another. It´s fun and in many cases analyzing the person’s profile we can guess which animal he/she has (lol). Surely many owners know who to deal with his/her animal, but unfortunately many people still end up with an animal without knowing for sure its correct management. "

Passionate about falconry, he has already had the opportunity to have a bird of prey in the past and wants in the near future to buy another. He has been following the evolution of this art by the media and also by his clinical work and contact with owners of raptors, since he is a reference to the owners of these birds in São Paulo and region, and he has a positive opinion of it:

"I confess that I am passionate about falconry. I have several colleagues that owns a bird of prey and are real falconers, and I think it´s a fantastic job. The growth is clear, and certainly related to the current possibility of the legal acquisition of these animals. It´s a fact that we are delayed by many factors, but I see a beautiful future."

When asked whether the possession of birds of prey should be restricted only to people related to wildlife control with falconry, his opinion is that everyone should have this right as long as they know well about their management.

"Honestly it's a long and complicated discussion. Many factors must be analyzed. But it's like saying only people who works with security could have a guard dog. I don´t see a direct relation like that. For me, if the animal is receiving what it needs, and it´s well treated it can be kept, being its owner a professional in the area or not. "

He is in favor of regulating hunting with birds of prey in a natural environment, in case it´s done very carefully and with a great inspection. Care must be taken so that the birds don't hunt for example endangered species, thus causing potential problems. About fauna control using falconry, I am totally in favor of it, and I believe it´s a great solution to the problem of pigeons for example.

Considering his large experience in the clinical treatment of birds of prey, he points out which are the main problems that he has seen in the birds that he has treated :

"The main problems in the clinic are related to bumblefoot and MAINLY (and by far) nutritional problems. Many owners know how to maintain the birds properly, but the fact is that there are always owners who don´t handle them well. I see many animals with totally inadequate food, but honestly, I see this reality in all groups of animals, far from being a characteristic of raptor´s owners."

His advice to new owners of birds of prey is the same given to all those who buy an exotic / wild animal:

"Honestly, it´s the same advice I always give to all the owners. It´s important to know the species, its biology and behavior. I confess I like to advise future owners, ie before the acquisition."

Owls are becoming increasingly popular as an exotic pet, and films such as Harry Potter and the Legend of the Guardians The Owls of Ga'Hoole would be the great responsible for this demand to continue growing:

"I think owls are sensational animals. The fact is that after films like Harry Potter and The legend of the guardians: The Owls of Ga'Hoole , the market increased greatly. On the one hand it´s good, but everything that becomes a '' fad '', can be bad. I´m passionate about owls, I think they´re smart and beautiful animals, and consider them as a good '' pet ''. I don´t see a difference between an owl or any other bird. I say it again, if the animal is getting what it needs, I don´t see a problem maintaining it. Today it´s a fact, the demand is far greater than the offer. "

Unfortunately once again the inadequate diet is the biggest villain of owls, and he warns us that it´s very easy to solve this:

''Avoiding problems is very simple ... just create a correct food system, which is very easy for this group."

The other problem that affects all birds of prey is the dreaded bumblefoot, which can even kill the bird if it´s not treated in time. Avoiding this problem is possible, and he explains about this pathology:

"The bumblefoot is one of the most common diseases in the clinic of birds of prey and can affect all groups, but usually it´s often seen more in larger species. Bumblefoot is characterized by an inflammatory process in the feet, which is usually associated with bacterial problem and / or fungal. We can say that this problem is common in captivity and is not easily seen in wild animals. In captivity, it´s a disease related to errors in management, on the other hand in nature, it may arise due to possible existing problems. Generally, this condition is usually associated with excessive weight, inadequate perches in shape, size and even coating. The treatment is usually a bit long and pretty boring depending on the degree of the injury, and it´s recommended a specialized veterinary care. "

It´s clear with Alessandro´s interview that it´s necessary for a new owner of any wild or exotic animal to study before about the species, know its management, its proper nutrition and above all to always take it always to a specialized veterinarian. Thank you for the interview!

Entrevista Alessandro Bijjeni

Alessandro Bijjeni es veterinario en Sao Paulo y trabaja exclusivamente con animales salvajes y exóticos, trabajando con la clínica médica, quirúrgica, asistiendo a los centros de cría y educación ambiental. Desde su infancia, su pasión por los animales '' diferentes '' era clara. Durante la graduación, él siempre ha trabajado en esta área, y sigue en ella hasta hoy y espera que para siempre!


Su pasión por los animales y su vocación surgieron desde que era pequeño, y por lo tanto cree que parece ser algo que nace con la persona, porque desde niño que ya era encantado por todo tipo de animales, desde pequeños insectos hasta grandes mamíferos. Su única duda fue al elegir entre la biología y la medicina veterinaria, pero su pasión por la curación habló más alto. Su escoja por los animales exóticos y salvajes fue el resultado de la diferencia de ellos y sobre todo por sus misterios que fascinan y se sobrepuso a su amor por los animales convencionales.

A mediados de 2009 Alessandro realizó un viejo sueño, la apertura de su clínica veterinaria llamada Exotics Pets, actualmente localizada en Vila Congonhas, Sao Paulo. Hoy en día la clínica trabaja con productos para animales salvajes y exóticos, asistencia a los centros de cría, cursos y conferencias y también la educación ambiental, pero su misión principal y su área de especialización es la clínica médica y quirúrgica de estos animales.

Alessandro trata en su clínica de cientos de clientes y los trata con la misma dedicación, cuidado, respeto y profesionalismo. Pero a veces la responsabilidad parece ser mayor (pero es la misma) con algunos de sus pacientes por la presión psicológica que provocan, ya que sus propietarios son personas famosas que tienen animales diferentes de los más comunes, tales como perros y gatos. Muy discreto, él no menciona nombres, pero si divierte a veces al tratar un animal y luego averiguar a quien él pertenece.

Él evalúa el mercado de mascotas exóticas como un mercado que necesita más atención por parte del govierno, y que va mucho más allá de la "moda" como muchos dicen:

"Evalúo de manera clara y directa! Un mercado que crece cada vez más diariamente y que por desgracia ha recibido poca atención de los responsables. El mercado de mascotas exóticas por años ya ha dejado de ser una moda y se hecho realidad no sólo aquí sino en todo el mundo. Hay estudios que muestran que el número de animales salvajes y exóticos en los hogares de los brasileños es gigantesco, muy cerca del mercado de perros y gatos. En los EE.UU., por ejemplo, el número de SÓLO de reptiles ya superan el número de perros y gatos juntos en los hogares. Y todavía tenemos que oír que es una moda (jejeje). Por supuesto que estoy a favor del mercado legal, estoy a favor de un comercio controlado, bien hecho, bien diseñado y bien ejecutado. No funciona eso de 'liberar todo' vamos a tener más problemas, pero para mí la solución es crear un sistema controlado. Muchos laicos dicen que los animales salvajes no deben ser comercializados, lo que nos deja un poco' enfadados'. Yo no veo diferencia entre alguien que compra una serpiente, un lagarto, una tortuga, un pájaro, un conejo, un perro o un gato. Creándolo bien, cual es el problema? Y lo más importante. Vale la pena pensar en esto… más un animal legalizado significa un animal traficado a menos. Estoy equivocado??? "

Alessandro tiene una visión de este mercado de mascotas exóticas basado en su práctica como veterinario, en el contacto que tiene con los propietarios de estos animales, y por eso el nos dice que el perfil de estos propietarios es muy variado:

"¿Cuál es el perfil de los propietarios de mascotas exóticas / salvajes? Todos los imaginables !!! Actualmente como trabajo con una amplia gama de grupos, tenemos características diferentes. Es curioso, pero cada público tiene su perfil. Propietarios de conejos son de una manera, de reptiles otra, de aves otra. Llega a ser divertido y, en muchos casos, por el perfil de la persona ya se puede adivinar que animal ella tiene (jejeje). Sin duda, muchos saben los cuidados necesarios para su animales, pero infelizmente muchas personas todavía terminan con un animal sin saber correctamente como manejarlos".

Apasionado por la cetrería, él ya tuvo la oportunidad de tener un ave de presa en el pasado y desea en un futuro próximo adquirir otra. Ha estado siguiendo la evolución de este arte por la prensa y también por su trabajo y con el contacto con los propietarios de las aves de presa, ya que es una referencia a los propietarios de estas aves en Sao Paulo y región, y tiene una opinión positiva de ella:

"Confieso que soy un apasionado por la cetrería. Tengo varios colegas propietarios y verdaderos cetreros, y creo que es un trabajo fantástico. El crecimiento es claro, y sin duda relacionado con la posibilidad actual de adquisición legal de animales. Es verdad que estamos atrasados por muchos valores, pero veo un hermoso futuro".

Cuando se le preguntó si la posesión de aves de presa debe restringirse sólo a las personas relacionadas con el control de la fauna con cetrería, su opinión es que todo el mundo debería tener este derecho siempre y cuando ellos sepan bien como cuidar de estas aves:

"Verdaderamente es una discusión larga y complicada, deben analizarse muchos factores. Pero es como decir que sólo se puede tener un perro de guardia quién trabaja con seguridad. No veo una relación directa de esa manera. Para mí, si el animal recibe lo que precisa y tiene un buen manejo, él puede ser mantenido, siendo el propietario activo en el área o no".

Él está a favor de la caza con aves de presa en un entorno natural, si se lo hace con gran cuidado y supervisión. Se debe tener mucho cuidado para que las aves no cacen por ejemplo presas en peligro de extinción, lo que causa desequilibrio. Sobre en control de la fauna con cetrería, él es totalmente a favor y cree que es una gran solución para el problema de las palomas y similares.

Teniendo en cuenta su amplia experiencia en el tratamiento clínico de las aves de presa, señala cuáles son los principales problemas que se encuentran en las aves que han sido tratadas por él:

"Los principales problemas en la clínica están relacionados con la pododermatitis y SOBRE TODO problemas nutricionales. Muchos propietarios saben mantener propiamente, pero el hecho es que siempre hay propietarios que no manejan bien sus aves. Veo muchos animales con alimentación totalmente inadecuada, pero, sinceramente, veo esta realidad en todos los grupos de animales, lejos de ser característico solamente de los propietarios de las rapaces".

Su consejo a los nuevos propietarios de las aves de presa es la misma dada a todos los que compran un animal exótico / salvaje:

"Sinceramente, es el mismo consejo que siempre doy a todos los propietarios. Es muy importante conocer a La especie, su biología y comportamiento. Confieso que me gusta aconsejar a los futuros propietarios, antes de su compra.”

Los búhos se están volviendo cada vez más populares como mascotas exóticas, y películas como Harry Potter y la leyenda de los guardianes serían los grandes responsables de esta demanda que sigue creciendo:

"Creo que los búhos son animales sensacionales. El hecho es que después de películas como Harry Potter y La leyenda de los guardianes, el mercado aumentó muchísimo. Por un lado es bueno, pero todo que se vuelve '' moda '', puede ser malo. Soy un apasionado por los búhos, creo que son animales inteligentes y bellos, y considero que sean una buena ''mascota'. No veo haya una diferencia entre un búho u otra ave. De nuevo les digo, si el animal consigue lo que necesita, no hay problemas en ser mantenido. Hoy en día seguro que la demanda es mucho mayor que la oferta".

Por desgracia, una vez más, la dieta inadecuada es el mayor villano de los búhos, y él nos advierte que es muy fácil de resolver esto, creando un sistema alimentar correcto.

El otro problema que afecta a todas las aves de presa es la temida pododermatitis, que puede incluso conducir al ave a la muerte si no es tratada a tiempo. Evitar este problema es posible, y él comenta sobre esta patología:


"La pododermatites es una de las enfermedades más comunes en la clínica de las aves de presa y puede afectar a todos los grupos, pero por lo general suele ser visto en más especies de mayor tamaño. La pododermatites se caracteriza por un proceso inflamatorio en los pies, que es por lo general asociado con un problema bacteriano y / o fúngico. Podemos decir que este problema es común en cautiverio y no se ve fácilmente en la naturaleza. En cautiverio, es una enfermedad relacionada con el manejo equivocado, ya en vida libre puede surgir debido a posible problemas ya existentes. Por lo general, esta condición se asocia generalmente con un peso excesivo, perchas inadecuadas en forma, tamaño e incluso recubrimiento. El tratamiento suele ser un poco largo y muy aburrido, dependiendo del grado de la lesión, y se lo recomienda la atención veterinaria especializada. "

Al entrevistar a Alessandro, fica evidente la necesidad de que el nuevo propietario de cualquier animal salvaje o exótico estudie antes sobre la especie, conozca su manejo, su nutrición adecuada y, sobre todo, siempre llevarlo a un veterinario especializado en silvestres. Gracias por la entrevista!

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Kátia Boroni é jornalista, e escreve sobre Falcoaria, aves de rapina e

Educação ambiental para os sites Diário de Falcoaria e Corujando por aí. 

 

Kátia Boroni is a journalist, and writes about Falconry, birds of prey and environmental education for the websites Diário de Falcoaria and Corujando por aí.

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