• Kátia Boroni

Alimentando corujas de igreja

Atualizado: 26 de Jun de 2019



Tradução de: http://www.barnowltrust.org.uk/picking-up-a-live-owl/feeding-barn-owls/

Esta página fornece informação sobre alimentação para corujas de igreja selvagens e em cativeiro, abordando:

  • Tipos de comida

  • Obtendo ou comprando comida

  • Alimentos a serem evitados

  • Quanto dar

Tipos de comida

Escolhendo o alimento correto


A dieta natural da coruja de igreja na natureza se compõe de pequenos mamíferos, principalmente rato do campo (Microtus agrestis), musaranho-comum (sorex araneus) e rato da madeira (Apodemus sylvaticus. Uma coruja de igreja irá usualmente engolir pequenas presas inteiras. É muito melhor fornecer pequenos itens alimentares do que pequenas partes de animais maiores (como pedaços de carne) Itens como lesmas, minhocas e insetos não são adequados, mas ocasionalmente pequenas aves ou sapos podem ser comidos.

Itens alimentares selvagens

Quase tudo o que o seu gato trouxer para casa pode ser fornecido, tendo a garantia de que nenhum veneno para ratos ou ratazanas foram utilizados nas áreas próximas. Isso inclui:

  • Rato do campo, ratos de madeira ou camundongos.

  • Pequenas aves

Não use ratos selvagens (NT: rat em português pode ser traduzido como rato, mas se refere à família Muroidea) já que aproximadamente 70% carregam leptospirose, as vezes chamada de doença de Weil. Esta é uma doença grave que pode ser facilmente transmitida para humanos. Por este motivo, é especialmente importante evitar o contato com a urina de ratos selvagens.

Obtendo ou comprando comida

Pintinhos de um dia


O item alimentar mais comum dado às suindaras são os pintinhos machos de um dia mortos, os quais são um subproduto da avicultura. Eles têm preço baixo, são prontamente disponíveis, convenientes para o uso e fornecem uma dieta de alta proteína e baixa gordura, com bons níveis de vitaminas e cálcio. Pintinhos realmente contem gema e podem fazer bagunça, porém, a rotina de retirar a gema dos pintinhos dramaticamente reduz os níveis de cálcio, fósforo e vitaminas A e E, e não é recomendado.


https://www.youtube.com/watch?v=Y6RkhpiZ5JM

Pintinhos mortos (abatidos) podem as vezes serem obtidos diretamente de incubadoras, mas pode ser difícil achar uma com pintinhos excedentes disponíveis. Garanta sempre que os pintinhos foram mortos com dióxido de carbono e nunca com clorofórmio ou com tetracloreto de carbono. Também tenha cuidado com o congelamento caseiro dos pintinhos frescos, congelar eles lentamente pode permitir que as bactérias alcancem níveis perigosos. A melhor qualidade de pintinhos de “congelamento rápido” pode ser obtido de empresas especializadas em alimentação animal, geralmente em caixas com 200 unidades. A maioria dos pet shops que atendem a donos de répteis vendem quantidades menores.

Ratos e camundongos (rats and mice)

Ratos domésticos podem geralmente ser comprados congelados de pet shops e o seu valor nutricional é excelente. Os melhores são os pequenos até o tamanho médio ou neonatos. Camundongos domésticos também são facilmente encontrados e muito similares nutricionalmente aos ratos. Enquanto ambos são alimentos adequados às corujas de igreja, ratos e camundongos custam por volta de 10 vezes mais do que pintinhos de um dia.

Suplementos vitamínicos e minerais

Se você fornecer à sua coruja uma dieta de pintinhos com pequenos mamíferos ocasionalmente não há a necessidade de dar nenhum complemento. Se por alguma razão apenas camundongos mortos ou talvez codorna forem dados (por mais do que alguns dias), você deverá usar um suplemento. SF 50,Abidec, Adexolin ou Vionate são às vezes encontrados em pet shops. Não abuse da dosagem do suplemento. Uma pequena pitada de SF50 para cada coruja de tempos em tempos é normalmente suficiente. Suplemento em demasia pode ser prejudicial.

Em uma emergência

Se você tiver uma coruja por casualidade para alimentar e tem que dar algo a ela apenas para ela sobreviver por um ou dois dias você pode usar carne bovina magra crua ou coxa de frango crua. Não use estes alimentos por um longo período. Mesmo uma dieta contendo apenas 20% de carne bovina será deficiente nutricialmente. Para muitas novas casualidades, água é mais importante do que a comida, mas aves machucadas ou em inanição não irão tomar água voluntariamente. Por favor chame um veterinário ou reabilitador para te ajudar.

Alimentos para evitar

Não utilize

  • Ratos selvagens; a não ser que eles sejam pequenos e você tem certeza que nenhum raticida foi utilizado nas áreas próximas.

  • Pombos; eles geralmente carregam uma ou mais doenças aviárias as quais podem ser transmitidas para as corujas.

  • Coelhos; eles são grandes demais e se cortados há o risco de fragmentos compridos e afiados de ossos serem engolidos os quais podem ferir ou até mesmo matar a coruja.

  • Nada que tenha sido morto a tiros; apenas uma bala de chumbo é o suficiente para causar envenenamento por chumbo o qual pode matar a sua ave de rapina.

  • Itens alimentares que foram congelados por mais de 3 meses, já que os níveis de vitamina E se tornam escassos.

O alimento deve ser descongelado em temperatura ambiente, nunca dê alimento congelado ou parcialmente congelado para corujas e nunca congele novamente comida que já foi descongelada.

Quanto alimento oferecer

Uma coruja suindara adulta poderá comer de um e meio a dois pintinhos de um dia mortos por noite, (aproximadamente o equivalente a 3 ratos do mato). Quando alimentar uma coruja selvagem ou de cativeiro, use o bom senso. Aumente ou reduza a quantidade de comida de acordo com a quantidade que as corujas estejam comendo. Algumas irão comer dois pintinhos toda noite e uma coruja faminta poderá comer três. Lembre-se que dois camundongos de tamanho médio são aproximadamente equivalentes a um pintinho de um dia. Corujas de cativeiro podem ser alimentadas a qualquer hora do dia, exceto durante períodos de extremo calor ou frio, quando a comida poderá ou deteriorar ou congelar.


Barn Owl perched in frost (Mike Read)

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Kátia Boroni é jornalista, e escreve sobre Falcoaria, aves de rapina e

Educação ambiental para os sites Diário de Falcoaria e Corujando por aí. 

 

Kátia Boroni is a journalist, and writes about Falconry, birds of prey and environmental education for the websites Diário de Falcoaria and Corujando por aí.

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