• Kátia Boroni

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As vezes eu fico refletindo, aqui sentada na frente do computador lendo e escrevendo sobre a falcoaria, e sonhando com os lances nos campos que para mim ainda estão distantes demais. O que eu posso fazer para ajudar as aves de rapina? O que eu posso fazer para ajudar esta arte milenar chamada Falcoaria? Eu não sou bióloga ou veterinária, e nem trabalho com controle de fauna. Não voo falcões ou gaviões, nem vou ao campo todos os dias para pesquisar sobre eles. Mas daqui, do meu home office, da tela do meu computador eu faço a minha parte. Pode ser pequena, mas é feita com muito amor. Pode não chegar até um número tão grande de pessoas, mas atinge falcoeiros de todo o mundo, e leva as palavras dos falcoeiros entrevistados para lugares distantes. Mesmo um trabalho de formiguinha dá resultados, se você está lendo estas palavras com certeza isso prova que as palavras viajam e chegam longe...

Sim, eu vou sempre continuar o meu trabalho, sem muitos recursos mas com muito amor, dedicação e a certeza de que se todo mundo ajudasse como pode o mundo seria melhor para nós e para as aves. Porque todos os dias ao ver a minha coruja eu sei que eu preciso continuar neste caminho, que eu preciso fazer as pessoas entenderem a necessidade que temos de preservar as aves de rapina, que muitas vezes sofrem com preconceito e são mortas sem piedade. Que precisamos sim valorizar os falcoeiros pois a falcoaria não é apenas um esporte, é uma forma de salvar vidas humanas quando aliada ao controle de fauna em aeroportos e galpões, e salvar vidas das próprias aves de rapina já que muitos falcoeiros trabalham com a sua reabilitação.

Anseio por um dia em que as pessoas tenham mais oportunidade de ver estas aves magnificas voando na natureza, mas também na luva de um falcoeiro, para que possam ter seus corações tocados por estes seres alados que nos ensinam muito mais do que nós os ensinamos. Não se enganem, somos nós que mudamos ao convivermos com estas aves magnificas, somos nós quem nos tornamos melhores, mais humanos, mais preocupados com o meio ambiente. Elas transformam pessoas, vidas, mudam tudo ao seu redor. E nas suas asas nossas almas se elevam. E como eu caí de paraquedas nesta arte? Porque eu criei um site e estudei jornalismo digital para melhorá-lo a cada dia?

A resposta é, e sempre será: Maktub.



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Kátia Boroni é jornalista, e escreve sobre Falcoaria, aves de rapina e

Educação ambiental para os sites Diário de Falcoaria e Corujando por aí. 

 

Kátia Boroni is a journalist, and writes about Falconry, birds of prey and environmental education for the websites Diário de Falcoaria and Corujando por aí.

Webmaster: Kátia Boroni 2015

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