• Kátia Boroni

Criando Dongos: Primeira Ninhada



Primeira Ninhada

Olá pessoal,

Hoje pela manhã ao ir alimentar os dongos, percebi que uma das fêmeas teve a sua primeira ninhada! Por sorte eu tinha limpado a gaiola ontem a tarde, então a gaiola está limpinha e cheia de alimento para evitar o canibalismo.

Pelo o que eu consegui perceber nasceram 8 filhotes. Estou aguardando ansiona pelas próximas ninhadas já que as três fêmeas já foram adquiridas prenhas.


Pesquisando um pouco mais sobre a criação de ratos, achei o Manual de Cuidados e Procedimentos com Animais de Laboratório do Biotério de Produção e Experimentação da FCF-IQ/USP. Clique para o Download.

O seguinte trecho abaixo fala sobre o comportamento da mãe com seus filhotes:

Comportamento materno

Fêmeas defendem seus filhotes com tenacidade e, após o nascimento de toda a ninhada, principalmente durante os primeiros oito a dez dias, o comportamento da mãe de lamber os filhotes estimula as funções digestivas destes . Após o parto, podem-se ver as manchas brancas no abdômen dos neonatos, indicando quais filhotes estão ingerindo o leite. Este é um fator importante no caso de seleção ao nascimento. O comportamento materno em ratas é muito forte e confiável. Os filhotes são amamentados 18 horas por dia na primeira semana de nascimento. A mãe lambe os filhotes para limpar as vias respiratórias e, após o término do parto, coloca todos os filhotes no ninho. Ratos lambidos por suas mães ao nascer se tornam adultos mais tranquilos, menos medrosos e menos estressados; além disso, ratas que foram lambidas pela mãe quando filhotes costumam adotar o mesmo comportamento quando tiverem suas crias.

O manuseio dos neonatos deve ser rápido, porém com cautela, para evitar que a mãe diminua os seus cuidados e deixe de lambê-los. Nos ratos, muitas vezes, a mãe os carrega de um lado para outro durante a troca das caixas sujas ou durante a observação da ninhada. Quando esse comportamento ocorrer, deve ser mantida distância da gaiola, reduzindo o ruído. Geralmente, a mãe adota esse comportamento para tentar encontrar um espaço onde possa colocar o neonato em segurança. Se ocorrer muitas vezes, porém, isso pode feri-los.

O canibalismo dos neonatos depende da linhagem e, em muitos casos, pode ser minimizado quando os animais ficam em um lugar calmo, com pouca intensidade de luz e tenham material para fazer seu ninho, como será discutido a seguir. Fêmeas primíparas são mais suscetíveis a rejeitar a ninhada. Neonatos fracos, natimortos ou mortos após o nascimento podem ser devorados pela mãe , pois servem de fonte de proteína; a mãe também pode deixá-los junto com os outros filhotes vivos ou, para manter o ninho limpo, rejeitá-los e segregá-los no canto da gaiola . Para evitar o canibalismo, ao manipular os neonatos, sugere-se friccionar as mãos na maravalha suja da gaiola quando for recolocá-los no ninho, para que a fêmea não estranhe o odor da luva. Além disso, deve-se evitar manipular os neonatos no momento do nascimento, quando ainda estão sujos de sangue . Diversos fatores, como linhagem, ruídos altos no ambiente , mães mais velhas, manuseio inadequado, troca muito frequente das gaiolas, presença de técnico novo, falta de água ou comida, movimentos indevidos da gaiola, dieta inadequada e desnutrição das mães lactantes, podem induzi-las à prática de canibalismo nos filhotes.




Referência: Manual de Cuidados e Procedimentos com Animais de Laboratório do Biotério de Produção e Experimentação da FCF-IQ/USP. Clique para o Download.


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Kátia Boroni é jornalista, e escreve sobre Falcoaria, aves de rapina e

Educação ambiental para os sites Diário de Falcoaria e Corujando por aí. 

 

Kátia Boroni is a journalist, and writes about Falconry, birds of prey and environmental education for the websites Diário de Falcoaria and Corujando por aí.

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