• Kátia Boroni

Egagrópila



Tudo sobre egagrópilas de corujas

Traduzido e adaptado de: All About Owl Pellets

http://www.carolina.com/teacher-resources/Interactive/basic-information-on-owl-pellets/tr11103.tr

A maioria das aves não podem mastigar sua comida e as corujas não são uma exceção. As corujas normalmente engolem toda a sua presa. No entanto, as corujas diferem de outras espécies de aves, porque elas não tem o papo, o órgão utilizado para armazenar o alimento depois de ter sido ingerido para que ele possa ser digerido mais tarde. Nas corujas o alimento passa diretamente da boca para a moela. A moela é um órgão em formato de bolsa que usa fluidos digestivos e pedaços de areia e cascalho para moer e dissolver todo o tecido utilizável a partir da presa.

Os tipos de tecido que podem ser dissolvidos pelo sistema digestivo de uma coruja incluem: músculo, gordura, pele e órgãos internos. Estes tecidos são divididos em uma variedade de substâncias nutritivas pela moela e pelos intestinos da coruja. Alguns destes tecidos (por exemplo, peles e ossos) não podem ser digeridos. Estes materiais, juntamente com outros resíduos, recolhidos em todo o corpo, são excretados. O excremento branco pastoso é conhecido como ureia. É muito rico em nitrogênio e semelhante a urina dos mamíferos, porém mais espesso.


Mas o que acontece com o material indigerível? Os materiais indigestos deixados na moela, como dentes, crânios, garras e as penas são muito perigosos para passar pelo resto do trato digestivo da coruja. Para excretar com segurança esse material, a moela da coruja o compacta em uma bolota que a coruja regurgita. As pelotas regurgitadas são conhecidas como egagrópilas.

As pelotas da coruja são úteis para os pesquisadores, porque eles podem descobrir um pouco sobre o estilo de vida de uma coruja através de um exame cuidadoso do conteúdo da pelota. Uma vez que a maioria dos ossos da presa não são realmente quebrados durante o ataque e o subsequente processo de digestão, eles podem ser facilmente identificados na egagrópila. A maioria das pelotas incluem um crânio ou crânios, o que torna a identificação da presa relativamente simples. Se múltiplas presas são consumidas durante um curto período de tempo, então somente uma grande bolota é formada a partir de seus restos.

Grandes corujas são obviamente capazes de formar grandes pelotas. No entanto, uma vez que grandes corujas nem sempre comem grandes presas, nem sempre se pode determinar o tamanho da coruja que deixou uma determinada pelota baseando-se unicamente no tamanho dela. Além disso, uma coruja assustada pode expelir uma pelota que não esteja totalmente compactada, dando assim à egagrópila uma aparência maior do que o normal. Outras espécies de aves, como falcões e águias produzem egagrópilas, mas elas são menores e contêm menos partes de animais do que as produzidas pelas corujas.

A egagrópila de uma coruja geralmente atinge sua forma final algumas horas após a coruja comer. No entanto, a egagrópila não é geralmente expelida imediatamente após a sua formação. As corujas podem armazenar a egagópila em uma estrutura conhecida como proventrículos por até 20 horas antes de expeli-la. Uma vez que a pelota armazenada bloqueie parcialmente a entrada para o sistema digestivo, ela deve ser ejetada antes que a coruja possa comer novamente. Corujas jovens não produzem pelotas até que elas comecem a comer a presa inteira.

O processo real de regurgitar uma pelota dura de alguns segundos a vários minutos. A egagrópila é forçada a sair por espasmos do esôfago da coruja. Esses espasmos dão a impressão de que a coruja está tossindo penosamente. No entanto, ela não se machuca no processo porque a egagrópila permanece macia e úmida até que ela deixa o corpo da coruja.

Identificando Egagrópilas


A forma e a textura da egagrópila expelida pela coruja depende da espécie da coruja que a produziu e do tipo de presa que a coruja consumiu. Algumas pelotas são fortemente compactadas, ovais e peludas. Outras são vagamente compactada com uma forma irregular. As pelotas são úmidas assim que expelidas, mas rapidamente secam e começam a se decompor uma vez que deixam o corpo da coruja. As pelotas de corujas são normalmente encontradas perto de lugares onde as corujas se empoleiram, como sob árvores e perto de celeiros.


A egagrópila das corujas de igreja é tipicamente de tamanho médio, lisa, cilíndrica e escura. A pequena coruja Mocho duende (Micrathene whitneyi) tem uma pequena pelota que é seca e levemente compactada, resultado de sua dieta em grande parte formada por insetos. A grande coruja orelhuda, conhecida popularmente como Jucurutu (bubo virginianus) pode produzir pelotas que tem de 7,5 a 8,5 cm de comprimento. Estas pelotas são geralmente cilíndricas e bem compactadas. O exterior da egagrópila pode variar muito devido à grande variedade de presas que as Jucurutus consumem.

envelhecimento da egagrópila

Praticamente todas as pelotas das corujas de igreja são pretas e molhadas quando estão frescas. As pelotas extremamente frescas podem até manchar ligeiramente os dedos. Aquelas que ficam imperturbáveis em lugares secos (por exemplo na cavidade de uma árvore seca) costumam levar cerca de 2 anos para se decomporem. Esta imagem fornece um guia para o envelhecimento das egagrópila das corujas de igreja.


Sophia expelindo uma egagrópila


curiosidades



Explicação sobre as egagrópilas

vídeo em inglês


Referências

http://www.barnowlsurvey.org.uk/portal/p/Identification+Guide+-+Owl+Pellets

http://www.carolina.com/teacher-resources/Interactive/basic-information-on-owl-pellets/tr11103.tr

http://rapinasnocturnas.blogspot.com.br/2015/03/morfologia-e-anatomia-sistema-digestivo.html

#tytofurcata #Corujasowls

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Kátia Boroni é jornalista, e escreve sobre Falcoaria, aves de rapina e

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Kátia Boroni is a journalist, and writes about Falconry, birds of prey and environmental education for the websites Diário de Falcoaria and Corujando por aí.

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